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Publicado em 18/12/2014

Vendas mensais de consórcio batem recorde

Fonte: Monitor Mercantil Participações dos consórcios chegam a 95% nas vendas de motos, quase 70% nas de caminhões, 30% nas de veículos leves e mais de 50% nas de imóveis, em vários estados. Com total de 230,5 mil novas cotas vendidas em novembro, o Sistema de Consórcios, que já vinha retomando seu ritmo de negócios desde a forte retração ocorrida por ocasião da Copa do Mundo, bateu o recorde mensal dos últimos dois anos, cujo último maior volume ocorreu em dezembro de 2012 com 243,6 mil unidades. As adesões provocaram ainda aumento no total de participantes ativos que superou 6,11 milhões, o número mais elevado já registrado na história dos consórcios, desde que a assessoria econômica da entidade passou a acompanhar esse indicador. - Trata-se de um momento importante para o mecanismo, depois de termos vivenciado alguns meses deste ano aquém dos volumes alcançados nos últimos anos. Acreditamos que o brasileiro, cada vez mais, está consciente da importância de planejar e poupar para adquirir bens ou contratar serviços de forma econômica, simples e ajustada ao seu orçamento, seja pessoal ou familiar seja empresarial - diz Paulo Roberto Rossi, presidente- executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). O acumulado de novas adesões dos 11 primeiros meses do ano atingiu 2,11 milhões, 7,9% menos que as 2,29 milhões do mesmo período de 2013. A somatória das contemplações, de janeiro a novembro, chegou a 1,24 milhões, 8,8% mais que as 1,14 milhões anteriores (de janeiro a novembro de2013). O volume de créditos comercializados no ano atingiu R$ 70,24 bilhões (de janeiro a novembro de2014), 5,9% menos que os R$ 74,64 bilhões de um ano antes (de janeiro a novembro de2013). Paralelamente, os créditos disponibilizados nas contemplações alcançaram R$ 34,35 bilhões (de janeiro a novembro de2014) contra R$ 30,93 bilhões (de janeiro a novembro de2013), alta de 11,1%. Dados do Banco Central mostram ainda que a participação dos consórcios no total de créditos concedidos, incluindo financiamentos e leasing, cresce constantemente. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, a presença foi de 21,1%. Foram R$ 25,6 bilhões dos consórcios sobre R$ 121,6 bilhões. No mesmo período de 2013, o percentual foi dois pontos menor: 19,1%. Havia R$ 22,6 bilhões do mecanismo sobre R$ 118,2 bilhões. Face o final do ano, há consumidores que têm aderido ao consórcio utilizando parte do 13°, enquanto outros, já participantes, estão ofertando lances visando contemplações de veículos, imóveis, eletroeletrônicos ou serviços. - Ao considerar como opção simples e econômica para quem deseja comprar bem ou contratar serviço com baixo custo, consorciados ou potenciais planejam nos meses de novembro e dezembro uma presença mais efetiva utilizando o 13° para lance, amortização ou quitação ou ainda aderindo a um grupo - enfatiza Rossi. Quando da contemplação, a ida ao mercado para concretização de seus objetivos pessoais, familiares ou empresariais proporciona uma das principais metas do Sistema, a expansão dos demais setores da cadeia produtiva, ou seja, indústria, comércio e prestação de serviços. Exemplo dessa participação pode ser verificado no setor de motocicletas, onde a cada duas motos comercializadas no país uma é por consórcio (54%). Motos - Com 110 mil novas adesões em novembro, o setor de motocicletas e motonetas foi o principal responsável pelo crescimento e recorde de 230,5 mil. Também os setores de veículos leves, com 94 mil, e imóveis, com 19,5 mil, colaboraram para o maior volume. Veículos pesados, eletroeletrônicos e serviços participaram com 4,8 mil, 1,4 mil e 800, respectivamente. - A grande procura pelas motos é explicada pela pesquisa feita pela Quorum Brasil, que aponta as duas rodas como sendo o primeiro veículo da maioria dos brasileiros quando pensa em ter seu primeiro veículo automotor - esclarece Rossi. O levantamento com mais de mil entrevistas realizadas confirmou ainda que, entre os que participam dos consórcios de motocicletas, 71% são homens, 30% são jovens até 29 anos e 57% estão casados. No país, consórcios chegam a participar em até 95% das vendas estaduais de motos, quase 70% em caminhões, 30% dos veículos leves e mais de 50% nos imóveis Levantamento feito pela assessoria econômica da Abac, apoiado em dados disponibilizados recentemente pelo BC, mostrou que as contemplações nos grupos de veículos automotores e de imóveis, nos nove primeiros meses de 2014, foram importantes nas vendas setoriais e regionais. O setor de motocicletas continuou com a maior média nacional de participação, 54% (setembro de 2014). O percentual aponta que uma a cada duas motos é comercializada internamente pelo Sistema de Consórcios. Os destaques foram o volume de 95,2% registrados no Tocantins, seguido por 81,2% de Rondônia e 80,8% do Pará. A média da Região Norte esteve em 76,5%, acima dos 61,2% do Nordeste e 57,4% do Centro-oeste. Com um dos maiores volumes de participantes ativos ao lado do setor de motocicletas, veículos leves, que inclui automóveis, utilitários e camionetas, atingiu a média nacional de 17,3% de janeiro a setembro deste ano, isto é, um veículo a cada seis comercializados no mercado interno. O estado da Bahia com 29,2% ficou em primeiro lugar, seguido de Tocantins 28,5%, e Mato Grosso com 26,3%, em terceiro. A média da Região Norte chegou a 22,2%, seguida pela do Nordeste com 20,5%, as únicas acima da nacional. No setor de veículos pesados, um dos termômetros da economia em razão do transporte rodoviário de carga refletir o nível das atividades no país, os consórcios tiveram importante presença na comercialização de caminhões no mercado interno, nos nove meses iniciais de 2014. A média nacional de 25,7%, ou seja, uma unidade a cada quatro, foi inferior às das regiões Centro-oeste (40,5%), Sul (28,6%) e Norte (28,2%). Mato Grosso com 67,2% foi o maior registro, seguido do Rio Grande do Sul com 38,5% e Pará com 34,5%. Depois de um primeiro semestre com menos dias úteis trabalhados e realização da Copa do Mundo, o segmento imobiliário vem retomando seu crescimento e já mostra ligeira recuperação. O consórcio, importante mecanismo para aquisição de imóveis, registrou 11,6% de média nacional nos nove primeiros meses, considerando as unidades financiadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Por regiões, a maior presença esteve no Sul com 17,1%. Um pouco abaixo da média brasileira, estiveram as regiões Sudeste com 11,4% e Norte com 11%. Enquanto o Centro-oeste ficou com 10.2%, o Nordeste apontou 6,8%. Por estado, Roraima atingiu quase cinco vezes a média do país com 53,6%, seguido pelo Amapá com 25,4%. Para Rossi, “a distribuição dos consórcios imobiliários pelas várias regiões, com médias variando de 6,8% a 17,1% mostram equilíbrio no comportamento dos brasileiros ali residentes. Com mais poder aquisitivo e consciente das responsabilidades e das possibilidades com o comprometimento financeiro a médio e longo prazo, o consumidor tem procurado evitar endividamentos excessivos e buscado seus objetivos, muitas vezes, por meio do consórcio, um sistema de autofinanciamento que existe no Brasil há mais de 50 anos”. No levantamento feito pela assessoria econômica da Abac observou-se que a evolução das participações, ao longo dos seis últimos anos, de 2009 a 2014, houve oscilações positivas e retrações. As contemplações, momento que o consorciado tem oportunidade potencial de concretizar a compra do seu veículo novo ou seminovo, registraram crescimento de 9,5 pontos percentuais no setor de leves (automóveis, utilitários e camionetas), dos nove primeiros meses de 2014 (17,3%) sobre o mesmo período de 2009 (7,8%). No setor das duas rodas, apesar das retrações ocorridas em 2010 e 2011, houve aumento ao longo dos últimos três anos na participação nas vendas totais acumuladas no país. A evolução foi de 37,5% (2009) para 54% (2014), recorde de percentual. Nos caminhões, o crescimento também foi positivo em 2 pontos percentuais. Saltou de 23,7% em 2009 para 25,7% em 2014. O setor imobiliário, depois de chegar a 17,8% em 2009 e retrair-se a 7% em 2010, reagiu e apresentou participação dos consórcios de imóveis de 11,6% em 2013 e 2014.

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